sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Verbetes

VERBETE  - Souper Intime (Refeições íntimas)
A refeição com poucos convidados, surge na França no reinado de Luiz XV.
Esse rei tinha 3 paixões: mulheres, caça e comida.
Sua amante Jeanne Antoneite Poison, marquesa de Pompadour, encontrou uma maneira de conciliar esses desejos.
Com sua inteligência e perspicácia criou um mundo privado no qual as aventuras da caça e do amor podiam florescer e tambem em que seu gosto pelas delícias da comida se realizava numa nova forma de refeição - o super intime (1735).
As refeições aconteciam depois depois das caçadas do rei em seus aposentos privados e eram completamente diferentes dos anteriores jantares públicos do seu avô Luiz XIV.
Mesa circular, com apenas 2 ou 3 criados que se ausentavam após servir, permitindo o livre conversar.
Poucos convidados a~i incluídos as damas sempre em maior número.
Assim o Rei podia escapar ao rígido protocolo da vida em público.



VERBETE - Cardápio
A tendência à privacidade acarretou outra inovação - o cardápio. Uma listagem por escrito da sequência dos pratos a serem servidos. Os únicos cardápios do século XVIII que sobreviveram são ceias acontecidas em Choisy (castelo).
Esses supers intimes são, na verdade, a refeição arquetípica do século XVIII, que buscava banir o ritual e era destituido de imagens simbólicas.
Tratava-se de uma atmosfera de alta moda, flertes, agudeza de espírito e mexerico.
Não muito diferente dos jantares modernos.
O uso da mesa redonda igualava a todos, sem distinção de realeza ou classes social.
O cardápio oferecia tambem o livre fluxo do vinho, colocado junto com copos diretamente sobre a mesa.
Havia menos serviços, apenas 4 mais sobremesa.
A hierarquia era posta de lado, os convidados se serviam, o foco estava nos discursos e nas inter-relações sociais, descuidadas e elegantes. Foi uma violenta reação ao sufocante e antigo estilo de comer das classes altas, aprisionadas em formalidades (elite). Na verdade é um fenomeno muito mais complexo. Os super intime de Luiz XV jamais poderiam ter acontecido sem novos fatores como o aparecimento das ideias sociais dos filósofos do iluminismo. Outro foi a eclipse da crença inocente da rigidez do cerimonial de banquete, para a ideia da mesa como veículo para a alegria e a confraternização.

Gastronomia cont...

Um adendo ao que qualificamos como  pontos básicos que orientaram nosso raciocínio no estudo da Gastronomia.
Foram eles a Memória e o Observador.
È necessário enaltecer, alem da memória a nossa quase esquecida, mas fundamental capacidade de exercer a função de observador.
Estar atento ao momento aleatório e fundamental do insight e ver deslumbrado que o mosaico finalmente se encaixa e faz sentido, depois de ter permanecido cegos diante de uma situação, canalisando todos os nossos esforços em algo que permanece vago durante muito tempo para finalmente sermos recompensados com a síntese do processo e o real entendimento da proposta.
Portanto o papel do observador se torna cada vez mais importante.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Gastronomia, cont...

Conceitos -
Os conceitos transitam com a própria experiência humana, desse modo ganhando consistência à medida que aquilo que designam se torna  mais familiar.
Sensibilidade para decodificar símbolos e metáforas.
Então a partir do conceito de Gastronomia entende-la de forma ecumênica e analítica, buscando suas ramificações generosas com disciplinas, a primeira vista, distantes e desconexas.
Associação de ideias, fatos,citações, parábolas, formando o mosaico germinal para pensar diferente,interagindo.
Podemos até sofisticar esse assunto adicionando o raciocínio de ser a Gastronomia um "sistema complexo".
"Os sistemas complexos são aqueles que apresentam não apenas um grande número de subsistemas constituintes, mas uma intrincada malha de inter-relações entre esses sistemas.
Entender a conexão entre o que acontece às refeições e a estrutura da sociedade, mostrando como o ritual que cerca a alimentação é um teatro no qual se representam de maneira clara a estratificação social e as relações de poder".
È preciso inovar fazendo da culinária uma outra forma de comunicação - espirituosa, informativa, abrangendo fatos curiosos com inter-relações surpreendentes, mágicos, mas tambem, com forte teor reformador, suplantando barreiras e formulando novos conceitos que a nossa empáfia e egocentrismo, as vezes, teima em não perceber.
A linguagem escolhida para objetivar essa idéia foi os Verbetes, por si só, de facil assimilação, com textos enxutos e esclarecedores. Temas como - Origens, Identidade, Cardápio, Gourmet, Serviço a Francesa, Estufas, Vinho, Estatísticas,Chocolate, Chá, Café,Talheres e muitos outros, tangenciando tambem disciplinas como Economia,Negociação, Sociologia etc.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Gastronomia

Entender a Gastronomia analisando-a sob um novo ângulo,  e esquecer aqueles previsíveis e aborrecidos que a tratavam de maneira rasteira, pequena e sem substância, como as simplificações comuns de resumi-la à receitas, modo de preparo, etc.
È preciso priorizar um enfoque fortemente transdisciplinar e comparativo, colocando a Gastromia como catalizadora das emoções, idiossincrasias, ilusões, percalsos que cercam o cotidiano do ser humano,
Para se conhecer melhor esse trabalho é interessante mencionar que ele foi obtido de maneira simples e sem qualquer pretensão de academicismo ou de falsa intelectualidade. D Noois aspectos foram primordiais: a memória e o observador.
A cultura não depende apenas (ou nada) do que podemos absorver de um livro em particular, mas da nossa capacidade de "situar" o livro e/ou a informação num contexto feito de relações com outros livros e/ou outras informações.
Sófracles dizia - "A memória é a rainha das coisas". No sentido de concatenar idéias, relaciona´las entre si, buscando conhecimento, reciclando-o e libertando-o da ortodoxia das interpretações.
o observador, por sua parte, é aquele que realmente "acorda" pela manhã e que continua "desperto" para entender e decodificar cada novo acontecimento, identificando-o e valorizando-o.
Estar atento ao momento aleatório e fundamental do insight e ver deslumbrado que o mosaico finalmente se encaixa e faz sentido.
Portanto é fundamental o papel do observador
A relatividade, o princípio da incerteza, mostra-nos até que ponto o observador de hoje interage e intervem nos fenômenos. A ele abre-se a possibilidade de um ponto privilegiado , onde ele tem acesso a realidade que o espaço e o tempo, a matéria e a energia habitualmente nos dissimulam.
O fantástico nada mais é do que uma manifestação das leis naturais, um resultado do contato direto com a realidade quando esta nos chega diretamente e não filtrada pelo véu do sono intelectual, pelos hábitos, pelos preconceitos, pelos conformismos.
Portanto relacionando-se a memória com o observador, ter "olhos de ver" a Gastronomia como o embrião de uma nova filosofia a nos orientar no difícil caminho do relacionamento humano. Traze-la par um novo patamar que a enobrece e a vincula a uma nova ciência moderna, generosa, paricipativa e aberta para atraves dela, entendermos a nossa modernidade, indiscultivelmente interessada em buscar valores atrelados ao humanismo e a fraternidade, com a ética e coma interação com a natureza.
Segundo Câmara Cascudo "o significado da comida ultrapassa o simples ato de alimentar-se".
Algumas cozinhas deveriam ser estudadas dentro de centros científicos, acompanhado talvez, por teólogos e especialistas em paranormalidade. Esses cozinheiros "milagrosos" farão a transformação da matéria em ilusões quiméricas. Sua matéria prima continua a ser nacos de carne, camarões e pescado em geral, produtos horti-fruti-granjeiros, mas tratados com a imaginação e  dos magoso desernimento dos magos
A Gastronomia como comunicação, aceitando-a como fornecedora de informação. Descobrir outros atributos como arte, conselho, tecnologia, teoria e motivação. È fundamental reconhecer sua universalidade

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Projeto - tentativas...

Projeto visando incorporar e otimizar trabalho de artesã de minha mulher (Crochet e Tricot) visando adestrar e dar cidadania a grupos marginalizados da sociedade.
Exemplos - envolver árvores, monumentos fachadas utilizando peças de crochet . Orientação, aulas práticas e principalmente inserção social conscientizando o valor de se sentir cidadão.

Pessoas que ainda orbitam fora ou precariamente incluídos no sistema capitalista, isto é, esse ainda visto como provedor de renda proveniente das oportunidades criadas pelo mercado, aliado ao esforço pessoal na busca do aperfeiçoamento.
Necessário ir ao encontro do que se costumava chamar "comunidade" e agora concordamos em classificar como a nova classe média, este misterioso universo ainda não compreendido por aqueles que se arvoram conhecedores dos seus anseios.
Infelizmente é necessário reconhecer o nosso completo desconhecimento dos desejos, predileções, prioridades desse segmento, mesmo porque, a sua ascensão não foi só monetária, mas sim, e principalmente, política. Não esqueçamos que política é uma relação de poder. Portanto se apresenta poderoso e reinvidicador.
Respeitando todos esses indicadores é que se pretende colaborar visando contribuir com, primeiro o esclarecimento e compreensão da espessura da hora, isto é, dificuldades economicas mundiais e a nova postura altiva do Brasil, bem como proporcionar alternativas práticas, via ensinamentos de trabalho manuais que podem proporcionar sua independência financeira, bem como robustecer sua alta estima, fazendo-o conscientizar-se de sua cidadania.
Portanto esquecer, como faria o mercado tradicional, que essa classe representa somente um instinto economico que anda, mas ao contrário, valoriza-lo e informa-lo ao máximo, permitindo que compreenda que a oferta não é mais uma dádiva a fundo perdido de uma sociedade eletista , mas sim, um compromentimento de solidariedade recíproca que só enaltece e enobrece o relacionamento onde o principal é compreender que aprendemos todos.
Procssos criativos - Entender que a busca da inovação/criatividade, longe de ser uma prerrogativa de pessoas especiais - "antenadas" - e produtoras de insights originais, é sim um processo articulado e complexo, com regras e procedimentos, e requer empenho e boa orientação para se obter sucesso.
Trabalha-se o despertar da consciência através da formulaçâo de conceitos qu englobam múltiplos significados (informação-conhecimento-sabedoria).
Precisamos de gente que "potencializa vocações", racionaliza e integra recursos.
Estamos dentro de um processo dinâmico e irreversível de desenvolvimento com responsabilidade social que inevitavelmente nos conduzirá a construção de um novo conjunto de valores que ainda terá que ganhar massa crítica.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Causos Corporativos

O Orgulho
Como já argumentei em post anteriores os nossos "Causos Corporativos" estão umbilicalmente ligados ao comportamento do ser humano, este sim o principal ator dentro da "comédia" do desenrolar dos fatos que determinam o destino das empresas.
Este incrível ser humano ainda moldado por valores que privilegiam a ganância, o lucro apesar de tudo, a falta de sensibilidade para o sofrimento alheio e principalmente ignorante e despreparado para enfrentar o novo, a mudança que se configura inevitável, influenciando a política, a economia a religião, contrariando aqueles apologistas do fim da história.
Ao contrário começaremos a conviver e moldar uma nova história que se mostrará surpreendente e paradigmática.
Dentro dos valores que hoje o homem cultua com imenso respeito está o orgulho que , na verdade, não é um valor moral, mas um pecado capital.
Orgulho por ter sucesso profissional, pela ascensão social, por se considerar uma pessoa honesta (?), por ter constituído uma família, etc.
Outros se orgulham de coisas menos nobres, como a resistência bebida (posso beber a quantidade que for, não fico bêbado), a ter uma aparência de modelo (beleza é fundamental, já dizia a loira burra), a ser um atleta sexual, etc.
Pensando nisso, outro dia, ao levantar a noite para ir ao banheiro, e no ato de fazer xixi, acometeu-me imensa vontade de peidar.
Sozinho no banheiro, sabendo que todos dormiam, liberei os impulsos flatulentos e me admirei com a verdadeira salva de artilharia que a cada esforço eu produzia.
Ra-ta-ta-tum e novamente ra-ta-ta-tum e a cada início eu duvidava que conseguiria chegar a um novo tum final. E conseguia.
Me senti envaidecido e ao mesmo tempo pesaroso pela falta de platéia a assistir a esta verdadeira sinfonia peidorreira.
Mas de qualquer forma me senti, pasmem, extremamente orgulhoso.
Ao voltar a dormir, minha mulher ainda sonolenta, reclamou do barulho de uma motocicleta com o escapamento aberto, provocando um pipocar altissonante que a acordou.
Sorrindo disfarçadamente, não pude deixar de me sentir poderoso.
Comecei a rememorar a história do japonês que certa madrugada invadiu uma delegacia e ante a estupefação dos policiais, gritava misturando revolta e indignação:
------Japonês perdeu presson!!
------Japonês perdeu presson!!
Depois de acalma-lo o delegado conseguiu entender que o infeliz, na verdade estava ali para fazer um BO de agressão por estupro.
Havia sido assaltado e ante a sua resistência o bandido alem de rouba-lo, por vingança, o violentou.
Mas a desvirginação (o japonês alegou que era vigem) não o incomodava.
Ainda tímido e envergonhado, expôs gaguejante que tambem ele se orgulhava do ribombar altissonante do seu aparelho peidador.
Explicou que o assaltante havia provocado uma pequena tragédia ao violenta-lo, pois alegava que o ato teve consequências funestas ao priva-lo da sua pressão.
Ainda sob o olhar admirado de todos, esclareceu que antes peidava e provocava sons semelhantes a uma corneta tocando o alvorecer. Agora ao perder pressão peidava sem barulho, frouxo, sub-repticiamente, nas entrelinhas, covardemente.
Portanto fico feliz, pois ainda tenho bastante pressão e desta forma posso, ao contrário do japonês, me orgulhar da sonoridade bombástica dos meus flatos.
Espero nunca encontrar esse assaltante tarado.
 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Causos Corporativos

Choque de Idéias -
Situação inusitada a compor um cenário misto de empreendedorismo racional e desenformação inocente (sem malícia), porem produtiva.
Joseph shumpter versus desastrado/ acaso.
O empreendedor é o agente do processo de "destruição criativa" que, de acordo com Joseph Shumpter, é o impulso fundamental que aciona e mantem em marcha o motor capitalista, constantemente criando novos produtos, novos métodos de produção, novos mercados e implacavelmente sobrepondo-se aos antigos métodos menos eficientes e mais caros.
Esse é um conceito pensado e estruturado, oferecendo ampla possibilidade - teórica - de desenvolvimento.
Quem o segue portanto, alem de possuir o "instinto animal" (Delfim Netto) do empresário, via de regra é pragmático em seus objetivos.
Em contra partida existe o desastrado, com sua habilidade involuntária.
Por meio de uma ação descontrolada, basta a sua presença, para que, sem razão e a despeito de sua vontade, o mundo fique de pernas para o ar.
O desastrado está implicado na invenção do que não existe, do que é inimaginavel.
A realidade tambem será reinventada. O desastrado sai para registrar tudo o que vê e acaba encenando, a despeito de sua vontade, os fatos que não existiriam sem a sua presença e que ele espantosamente não percebe.
Ele tambem provoca uma "destruição criativa" de forma instintiva.
O desastrado aquele que promove mudanças radicais usando somente o não pensar, a desenvoltura do acaso, do inesperado.

Histórias...
Minha mulher é uma empreendedora nata, buscando na sua atividade de artesã, sair do lugar comum e inovar em seus artefatos de crochet e tricot.
Certa feita fui com ela negociar junto a outro pequeno empreendedor um stand em feira promovida por ele, aproveitando espaços ocasionais e provisórios, sempre aos domingos.
Em seu escritório esperando para ser atendido começamos a conversar com as atendentes, mostrando as peças que seriam expostas.
Em determinado momento e pedindo discrição e sigilo, confidenciei - brincando evidentemente - que na realidade era eu quem fazia as peças de crochet já bastante elogiadas
Disse tambem que não assumia esse fato por vergonha e talvez por machismo.
As meninas, por incrível que pareça compraram a idéia e entre crédulas e surpresas espalharam a fofoca, o que acarretou inclusive, quando fomos chamados para concluir o negócio, um sorriso cúmplice e confortador do jovem gay que nos atendeu.
Minha mulher naturalmente não gostou da brincadeira, mas até achou a idéia interessante e hoje sou obrigado a aprender a fazer tricot para ajudar na produção!!!
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Quando da minha aposentadoria e obedecendo as regras do INSS, compareci muitas vezes a uma agencia da Caixa Economica Federal.
Tudo caminhava bem e efetivamente recebi todos os meus direitos conforme os prazos determinados.
Sòmente o referente ao PIS-Pasp não funcionou. A cada data estipulada aparecia um proble
ema e tudo se complicava.
Fui obrigado a brigar diretamente com a gerência e por fim, obtive a certeza que em tal data tudo estaria resolvido.
Portanto obedecendo o cronograma, fui até a agencia da CEF no dia estipulado.
A agencia fica em uma avenida importante de SP e estava completamente interditada em virtude de um acontecimento muito especial - por ali ia passar o cortejo de sua santidade o Papa Bento XVl.
Ao ser atendido e conversando com a funcionária, contei a ela todas as minhas idas e vindas, desencontros, mal entendidos e brincando, profetizei - só receberia aquele dinheiro no dia que o Papa passasse por ali!!!!!!
A mulher arregalou os olhos e quase desmaiou já acreditando em um milagre, e entre maravilhada e perplexa exclamou:
---- O Papa passou por aqui!!!!!
A admiração foi total e voltei para casa com o dinheiro no bolso.
Obrigado senhor Papa.

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Após visitar um cliente em São Caetano vinha eu com minha Brasilia 79 pela Rubem Berta, logo após ao aeroporto de Congonhas e tambem após a Avenida Bandeirantes, e aí... surpresa - o melhor é contar rápido, sem pensar muito - um pneu caiu em cima do meu carro!!
Foi um impacto fortíssimo. Por sorte caiu do lado do carona (eu estava sozinho), quebrando o parabriza e se acomodando, em parte, no banco dianteiro.
Susto? Susto é pouco.
Estava no meio da avenida e precisei de muito sangue frio para , primeiro assimilar aquele absurdo e depois levar o carro com segurança até o acostamento lateral.
Consegui chegar até um posto de serviço e lá estacionar.
Nesse momento chega esbaforido o causador do estrago.
Ele tambem foi vítima do inesperado. Vinha ele pelo lado oposto da avenida, quando a roda dianteira se desprendeu e começou um estranho balé saltitando entre os carros, depois uma pulou uma passarela e caiu em cima, sabe de quem? Advinharam.
Sem contar as despesas, aprendi que ao sair de casa o melhor é estar atento e aceitar resignado as artimanhas do acaso.